Publicada em 04/04/2025
A febre chikungunya fez a primeira vítima fatal da história do Rio Grande do Sul. O caso ocorreu em Carazinho, no Norte do Estado. O óbito, confirmado pelo prefeito João Pedro Albuquerque de Azevedo é de um idoso, com comorbidades, ocorrido no mês passado e que agora teve o exame positivo para a doença.
O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) também confirmou a segunda morte por dengue no RS em 2025. O caso envolve uma idosa, de 83 anos, que tinha comorbidades e era de Cachoeira do Sul. A fatalidade ocorreu no último dia 26 de março.
O outro caso de morte por dengue em 2025 havia sido de uma mulher de 59 anos, com comorbidades, de Porto Alegre, registrada em 15 de março. No ano, o Rio Grande do Sul já registrou 4.703 casos da doença (4.159 autóctones, quando ocorridos dentro do Estado, sem histórico de viagem).
QUASE CEM CASOS DE CHIKUNGUNYA EM CARAZINHO
Segundo boletim da prefeitura, Carazinho tem 97 casos positivos para a doença, oito em período de transmissibilidade e 47 pessoas aguardam o resultado do exame.
Assim, como a dengue e a zika virus, a febre chikungunya é transmitida pelo mosquito aedes aegypti. Na noite de quarta-feira, prefeito decretou situação de emergência em saúde pública devido ao elevado número de casos da doença. Em uma transmissão na internet, ele confirmou que 60 casos estão em investigação e disse que o objetivo do decreto é viabilizar mais recursos dos governos estadual e federal, que já estão sendo articulados para potencializar as ações que vêm sendo realizadas na cidade para combater o mosquito transmissor da doença.
"É conscientização, são mutirões de limpeza, abordagens nos bairros, fumacê e o uso de drones para fiscalização e identificação de potenciais focos. Queremos um maior apoio do Estado e da União e engajamento da comunidade para conscientizar e ajudar nesta guerra contra o mosquito, o que é fundamental neste momento", enfatiza.
A secretária municipal de Saúde, Carmen Santos, relata que em janeiro do ano passado a cidade registrou cinco casos de dengue, mas que este ano muitos usuários procuraram a atenção primária, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Hospital das Clínicas com sintomas repetitivos de dores, cansaço e 15 dias de febre. "Com a equipe de vigilância pensamos em sintomas de dengue, mas os sintomas continuaram em fevereiro, então surgiu que poderia ser chikungunya. Com isto, começamos a trabalhar protocolos internos e notificações", relata.
Segundo a secretária, a dengue e chikungunya têm sintomas parecidos e o que diferencia as duas doenças são as fortes dores nas articulações e inchaço nas mãos no segundo caso. "É tanto que não se consegue pegar um objeto. A chikungunya é transmissível nos oito primeiros dias, e o aedes neste caso tem voo curto indo até um metro e as pessoas que estão no período de oito dias contaminadas podem transmitir", explica
Com informações do Correio do Povo/ Angelica Silveira /Foto-Mara Steffens
Paulinho Barcelos
Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta
Grupo Pilau de Comunicações